Meu Primeiro Takamine
Neste post, conto um pouco de minha história com violões que já dura cerca de 15 anos. Apesar de todo este tempo, não aprendi a tocar porcaria nenhuma, sou um eterno aprendiz, pois minha vontade de tocar vai e vem de tempos em tempos. Nestes 15 anos tive um Di Giorgio, um Pompeo e mais recentemente minha principal aquisição: Um Takamine EG 321C Black, Um violão folk com cutaway. Para adquiri-lo, fiz algumas pesquisas nerds na internet e gostaria de compartilhar o que aprendi com vocês.Eu comecei a fazer minhas primeiras aulas de violão em 1992 com um Di Giorgio clássico 16. Era um excelente violão, com cordas de nylon. Naquela época eu tinha 12 anos e no curso tocávamos velhas cantigas e músicas regionais do sul, como Canto Alegretense ou alguma música sertaneja. Poucos anos depois, motivado por influências como Engenheiros do Hawaii e Nenhum de Nós, além de Paralamas e Legião Urbana, resolvi colocar cordas de aço para tirar um som mais metálico do violão. Acontece que aquele Di Giorgio não era pra isso e começou a empenar depois de um tempo.
Di Giorgio Signorina 16
Meu interesse por música vai e vem em ciclos. Anos mais tarde, acho que era ano de 2002, resolvi vender meu Di Giorgio. Anunciei na lista de emails do trabalho e um colega novo, o William Prigol Lopez o comprou. Hoje me arrependo, pois era um excelente violão, e hoje está valorizado, mas ficou em ótimas mãos e acho que ajudou o William a dar os primeiros passos, antes dele resolver adquirir uma guitarra. Com o dinheiro do Di Giorgio comprei um Pompeo, que está na foto a seguir. O Pompeo é um violão super-razoável para tocar um som metálico, colocando acordoamento .11 ele parece um baixo tão grave é o som de algumas cordas, para um blues cai bem. Digo super-razoável pois quando o comprei não entendia muito de música e ele fazia bem o trabalho. A medida que fui melhorando o ouvido fui percebendo que o som dele era meio estérico.
Pompeo
Isto não era problema, pois eu era um músico do acaso, super-amador, eu diria que sempre fui um programador que arranhava o violão de vez em quando. Ano passado (2006) meu interesse cresceu quando resolvi voltar a tocar, desta vez com parceria do meu amigo Fábio Locatelli. Acontece que ele tem um Takamine EF341C e o Pompeo perto do Takamine parece um Fusca do lado de uma Ferrari. Estava na hora de trocá-lo.
Pesquisando na internet eu cheguei à vários modelos. Meu objetivo era um modelo Folk preto com cutaway. Estava interessado no Eagle 887BK, inclusive toquei um emprestado de um amigo, o Fabiano Bladt, gostei do som, mas não gostei tanto do acabamento dele. Toquei um Eagle CH70F, que dizem se o melhor eagle, lá na MilSons em Porto Alegre, mas não gostei do timbre dele. Me surpreendi com a qualidade de acabamento e sonoridade do Condor DC70, um violão que tem praticamente a mesma qualidade que o Takamine série G, com o diferencial de ter corpo em Mahogany. Apesar de tudo isto, a marca pesou bastante. Os captadores da Takamine são excelentes e é um violão que não desvaloriza com o tempo. Também gostaria de ter tocado um Crafter EG140 e um Ibanez V70, embora não os tenha encontrado nas lojas da Coronel Vicente.

Condor DC70

Crafter EG140
Bom, no final comprei um Takamine EG321C BK, por R$ 1K. O violão é perfeito, veio com acordoamento .11 (d'addario XL), que pretendo logo trocar por .10 (d'addario phosphor bronze-EJ15). Ainda vou ficar com meu Pompeo pra quando precisar tocar nos campings e outros lugares onde pode acontecer de arranhar ou levar porrada e deixar o Takamine para casa/estúdio. Nestas idas e vindas, encontrei um violão BBB (bom, bonito e barato) que é o Lauren. O Lauren custa quase 10% do valor do Takamine, cerca de R$ 120,00. Mas tem um som bem interessante, é um violão acústico, tem uma caixa grande e é bonito. Meu amigo Fábio está pensando em ter um exatamente para dar porrada nas horas de lazer, sem se preocupar muito.
Takamine EG321
O Takamine custou um pouco mais de R$ 1K, embora ele seja um modelo G Series, ou seja, é um dos mais simples. Meu sonho mesmo era um EF 341C, mas este está na casa dos R$2.5K e eu achei que não sou bom músico o suficiente para tocar num destes :-)
Se eu estivesse começando, optaria novamente por um Di Giorgio ou um Giannini, que são excelentes violões. Caso optasse por um som mais metálico (pop-rock), optaria por um Hofma ou um Strinberg, são violões que trazem um bom resultado por valores menores que R$ 400,00. O Hofma YE 207, por exemplo está R$ 399,00. Lembrando que a Hofma é a segunda linha da Eagle. Outro violão interessante é o Eagle CH887BK que está na faixa de R$ 490,00
Hofma YE207
Eagle CH887BK

